terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Hipnotismos à moda de Contumil


O presidente do FC Porto apelou ontem ao "Secretário de Estado do Desporto ou a alguém do Governo que investigue o que se passa nos campos portugueses. Temos de pedir que inventem um apito encarnado ou um apito de outra cor qualquer".

notícia de hoje do pasquim azulmetenojo "O Jogo"
Em todos os grandes embusteiros há um fenómeno digno de nota, ao qual eles devem o seu poder. No próprio acto do embuste, entre todos os preparativos, com o horripilante na voz, na expressão, nos gestos, no meio da eficiente encenação, acomete-os a crença em si próprios: é esta que, tão milagrosa e fascinante, fala então aos circunstantes.
Friedrich Nietzsche, in 'Humano, Demasiado Humano'

domingo, 10 de janeiro de 2010

A tragédia e a farsa

Dizia Marx que a História repete-se sempre, primeiro como tragédia, depois como farsa.
A história dos últimos 30 anos do futebol português pode resumir-se à tragédia que consistiu no domínio absoluto da corrupção e do tráfico de influências que minaram a verdade desportiva. Tudo terá começado à volta de uma mesa de sueca com três pintos e um cartolas. A estratégia começou por ser a intimidação, o insulto, o jogo de bastidores e a auto-vitimização como manobras de diversão, enquanto debaixo da mesa se manobrava a bel-prazer e se manipulavam resultados.

É incrível como a história não pára de repetir-se no estádio do Ladrão (ladrão com L grande, muito grande). Sempre que estão em apuros ou que as coisas não estão bem seguras lá vem o penálti perdoado, o golito em fora de jogo ou, outro dos clássicos: deixar o adversário a jogar com dez (ou com nove, se este continuar a resistir).

O Leiria foi ao estádio do Ladrão jogar olhos nos olhos, sem medo nem subserviências. Mas o homem que está condenado por aliciamento de árbitros, que fala com posters e lhes tira macacos do nariz, já tinha avisado: "faremos DE TUDO para ganhar este campeonato".
A afirmação só peca por redundante. Toda a gente sabe que o clube castigado por aliciamento de árbitros faz SEMPRE DE TUDO para ganhar os campeonatos.

O El Mano Santos estava lá para garantir que TUDO seria feito para não desiludir o Papa. E fez mesmo. Depois do empate a dois lá começaram as faltas perto da área do Leiria para garantir que o jogo teria, a partir dali, um só sentido. O terceiro golo do Porto é marcado numa jogada em que existem duas faltas, uma primeira no cabeceamento de Rolando, apoiado nas costas do defesa leiriense, depois com Falcão a impedir, na pequena área, o guarda-redes de chegar completar a defesa. (Lembro, porque é preciso comparar as arbitragens do Porto e as do Benfica, que no jogo de sábado Bruno Paixão apitou uma falta a Luisão num canto por ESTAR na pequena área. Luisão nem sequer toca no guarda-redes do Rio-Ave. A falta é marcada imediatamente após o canto ser marcado! Aliás, Paixão marcou faltas atacantes ao Benfica em quase todos os lances de bola parada do encontro).

Depois do 3-2, como o Leiria parecia não baixar os braços, vem a expulsão de Djurdevic num dos lances mais ridículos de que tenho memória. Mais ridículo que este só mesmo as defesas com as mãos fora da grande área, estas sim reais, de Baía e de Helton, a que os árbitros fizeram e fazem vista grossa.

Ainda assim, parece-me que o homem que tira macacos do nariz a posters não deve ter ficado muito satisfeito com o que viu ontem da sua equipa. Por isso os discursos a tresandar a passado, por isso o regresso às velhas tácticas do insulto e da auto-vitimização. Ele já percebeu que ser campeão este ano vai-lhe dar muito trabalho extra desportivo. Tanto trabalho que o campeonato, se o ganharem, tomará as proporções de uma gigantesca farsa cósmica.

Saem mais 3 pontinhos pró Glorioso



Num campo em que ainda ninguém tinha ganho. Digam lá se não é auspicioso?
Primeira parte um bocado nervosa com algumas falhas de concentração demonstrava que os jogadores tinham levado a sério (talvez demasiado a sério) os avisos de Jesus de que este era o jogo mais difícil que o Benfica faria fora do seu estádio (não sei se toda a gente percebeu a ironia do nosso mister...) Aquela entrega de bola do Maxi foi infantil e inacreditável.
O Quim, em contrapartida, mostra uma confiança de aço que se vai transmitindo a toda a defesa à medida que o jogo avança. De resto, à excepção da falha do Maxi, o Rio Ave pouco mais perigo criou.
Na segunda parte a equipa espalhou-se mais no terreno, passando Ramires a estar mais em jogo. Por outro lado, Saviola e até Cardozo, começaram a vir buscar o jogo mais atrás. O último não tem marcado ultimamente, em contrapartida está a tornar-se um jogador de equipa irrepreensível.
A exibição da equipa foi tão consistente em todos os sectores, principalmente depois da entrada de Aimar (que acelerou o jogo no meio campo) que os erros de César Peixoto se tornam muito mais visíveis. O único enigma desta equipa é, para mim, a insistência de Jesus em Peixoto em detrimento de Shafer. Na segunda parte foi pelo lado esquerdo da nossa defesa que o Rio Ave se aproximou da nossa baliza (sem, no entanto, chegar a entrar na nossa área).
Curiosamente, mesmo depois de comido vezes sem conta por Bruno Gama, Peixoto foi o jogador mais elogiado pelos comentadores da RTP...

Por falar em RTP: há um penalti na primeira parte sobre o Cardozo que não mereceu qualquer comentário nem repetição. No início da segunda parte, ao exibir o resumo da primeira, esse lance tampouco constava. Cardozo vai à linha de fundo buscar uma bola marcado por dois adversários, toca a bola de pé esquerdo e vai sair a jogar por entre ambos quando é agarrado ostensivamente pelo defesa e impedido de prosseguir. Já os lances de Miguel Victor e Maxi na nossa área mereceram várias repetições em câmara lenta. A seguir vi os comentários pós-jogo na Benfica TV e o lance voltou a ser ignorado. Será que só eu é que vi??
Aposto que também não vai aparecer nos programas desportivos da semana. Se fosse ao contrário era certinho...
O lance do livre indirecto no fim da primeira parte é típica manhosice à Bruno Paixão. O Rio Ave ia a ganhar para o intervalo e na segunda parte fechavam-se lá atrás e exploravam o contra-ataque que era um mimo. Sairam-te mal as contas, Bruno.

SLB!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

A propósito do Rui "Joseph Goebels" Moreira

Caro Toni Le Rouge,
Esta sinistra figura, um dos aprendizes de feiticeiro de Pedroto e do grupo da Sueca, é a encarnação perfeita da nova estratégia da máfia da Cedofeita. É capaz de invocar os argumentos mais retorcidos, é capaz das maiores piruetas éticas para defender o indefensável, mas sempre com aquele ar delicodoce de prelado.

Então quer dizer que as provocações a Reinaldo Teles - que consistiram no chamar de atenção por parte de um steward para o facto de R. Teles não estar devidamente credenciado - justificam agressões físicas duas horas depois??? Para Rui Moreira sim. Trata-se de uma "armadilha bem urdida". E às armadilhas como esta - dizer a alguém que se não tem credenciais não pode frequentar uma zona exclusiva a pessoas devidamente credenciadas - responde-se com botas na testa e pontapés no baixo ventre.

Mas em que raio de valores, pergunto-me, foi esta gente educada??

Ainda por cima, o que se soube imediatamente é que os jogadores se dirigiam para o 4º árbitro, não para o steward, e que este só foi agredido porque se colocou entre os jogadores e o árbitro.

Depois, como é que esta gente tem a lata de falar do túnel da luz? será que pensam que sofremos todos de alzheimer e já nos esquecemos da creolina no balneário e das ameaças e agressões de um polícia chamado Abel?
Como é que esta gente tem a lata de falar do túnel da luz quando são eles os protagonistas dos acontecimentos??

Só mesmo gente com a mentalidade mafiosa deste Moreira pode achar que é "insólito" um gesto perfeitamente normal do ponto de vista do direito, como o de Ricardo Costa. Para eles, a justiça e a legalidade e os seus meandros são absolutamente estranhos. O que é normal para esta gente é ter um juiz desembargador a testemunhar em tribunal em defesa de Pinto da Costa dizendo que no tempo em que ele exercia funções em órgãos de justiça da Liga era NORMAL subornar árbitros e que 2500€ era só para o aquecimento. Não, as declarações e actos do Juiz Mortágua não são insólitas, as de Ricardo Costa sim!

Este mentiroso compulsivo e mistificador diligente continua o seu enredo dizendo que "o processo disciplinar ao Benfica pela conduta dos assistentes desportivos após o jogo na zona de acesso ao balneário comprova que a sua presença no local era proibida".
Ora bem, acontece que NÃO HÁ NENHUM PROCESSO DISCIPLINAR AO BENFICA PELA CONDUTA DOS ASSISTENTES DESPORTIVOS.
O Benfica não foi punido à luz do artigo 95 (Entrada ou permanência na zona entre as linhas exteriores do rectângulo e as vedações ou na zona de ligação “Balneários/Campo”, de pessoas não autorizadas). Foi, isso sim, punido pelo artigo 148 (comportamento incorrecto de adeptos ou simpatizantes).

Ou seja, esta gentalha é tão rebuscada que constrói os seus argumentos mentirosos sobre factos inexistentes!!
Além do mais repare-se no absurdo que seria, caso esta tese vingasse, o facto de, de repente, os stewards deixarem de ser considerados, em Portugal, «intervenientes no jogo com direito de acesso ou permanência no recinto»!!! Entramos aqui no âmbito da pura alucinação. Será que a máfia de Contumil vai mesmo apresentar esta defesa no CD da Liga??? Será que este fim de semana não vamos ver stewards à volta das quatro linhas nem dentro do túnel do estádio do Ladrão? E se sim, será que serão saco de pancada de verdadeiros "intervenientes no jogo" como Rui Cerqueira?

"De outra forma, estaria aberta a porta a que qualquer hooligan investido de colete pudesse provocar a prática de uma infracção desportiva, para benefício do seu patrão." Será que Rui Moreira se refere aqui ao já citado guarda Abel?

Para terminar, o nosso Goebels de pacotilha afirma que "no túnel, em vez de protecção, havia provocadores amestrados". Quer dizer, ele não sabe o que se passou, mas tem a certeza que os seus anjinhos foram provocados. Para os agressores toda a compreensão, para os agredidos a desconfiança.

Termino sublinhando as últimas linhas do anterior post do Toni: A culpabilização das vítimas e a demonização do adversário é a velha estratégia totalitária. Eles sabem o que fazem, não sabem é fazer diferente e a estratégia começa a estar gasta. Agora é mais difícil enganar o pessoal. E até o verniz e o charme do Rui Moreira começam a estalar debaixo da verdadeira face de prelado do Sistema.


Os misteriosos túneis do Rui Moreira.....








O Joseph Goebbels do Drágóum!!!!!!!

Para divulgação a todos os benfiquistas (estilo judeus a lerem o "Mein Kampf"), aqui vai parte da crónica desse empresário/adepto azul barrascoso de fatinho jotamálhéx do norte com o curioso título de :

"Uma historieta sórdida".



A historieta do túnel vai fazer correr muita tinta.




Haverá, agora, imagens nítidas, de câmaras que só são cegas por conveniência e envolverão outros jogadores portistas, para além dos que estão suspensos.




É evidente que houve uma armadilha bem urdida, já que houve provocações dirigidas a Reinaldo Teles ainda antes do início do jogo.




Seria impensável que os jogadores dirigissem a sua ira a uma pessoa em particular, sem que tivesse havido forte agravo.




Nada disso é novidade no túnel da Luz e só admira que a experiência do FC Porto não tenha conseguido precaver e impedir o sucedido.
Ofereceu-se, assim, mais um pretexto ao presidente do CD da Liga, que tem averbado sucessivas derrotas nos tribunais e, agora, até nas instâncias desportivas.




Também me pergunto se este caso não explica o insólito pedido revogatório que Ricardo Costa apresentou contra a decisão unânime do CJ da FPF quanto ao recurso de Rui Cerqueira, que desfez a sentença da CD da Liga.




Admira-me, aliás, que os seus encarniçados defensores, que tantas vezes o louvaram por entender que a justiça desportiva deve prevalecer e não se deve submeter à justiça comum, não questionem a sua irredutibilidade em não respeitar sequer a sacrossanta justiça desportiva.




O dr. Costa tem uma presunção que o impede de aceitar decisões que não sejam as suas.




Não as acata, sequer, mesmo que para isso precise de se socorrer de singulares figuras processuais sem suporte ou fundamento jurídico para tentar sustentar, contra tudo e contra todos, as suas opiniões. Conhecem-se os seus tiques, percebe-se o mote da sua entrevista.
Mas, neste caso, se o processo disciplinar ao Benfica pela conduta dos assistentes desportivos após o jogo na zona de acesso ao balneário comprova que a sua presença no local era proibida, então esses assistentes nunca poderão ser considerados como «intervenientes no jogo com direito de acesso ou permanência no recinto» para os efeitos no disposto no nr.º 115 do RD da Liga, ao contrário da interpretação que a participação apresentada contra os atletas quer fazer vingar.




Não apenas porque estavam num local que lhes estava vedado, mas também por uma questão a montante desta: é que eles não são sequer «intervenientes no jogo».




Esses resumem-se aos que, directa ou indirectamente, participam, determinam ou avaliam a conformidade do seu resultado. Jamais o serão os meros vigilantes de recinto, alheios ao desfecho desportivo e ao serviço e sob as instruções e direcção do clube organizador do espectáculo.




De outra forma, estaria aberta a porta a que qualquer hooligan investido de colete pudesse provocar a prática de uma infracção desportiva, para benefício do seu patrão.




O que eventualmente sucedeu, em limite, poderá configurar um caso de polícia, envolvendo jogadores de cabeça quente e capangas de colete, mas jamais a pretendida infracção disciplinar desportiva.
Sem desculpas
NÃO branqueio a violência, mas não crucifico os atletas.




Tinham perdido o jogo, prejudicados pelo árbitro e falhado o seu objectivo; tinham sido apupados, insultados e cuspidos; tinham sido atingidos por objectos lançados da bancada e viram a intimidação a um seu dirigente.




No túnel, em vez de protecção, havia provocadores amestrados.




O que faltou foi autoridade e quem deitasse a água na fervura.




Por isso, este caso deve servir para que a estrutura do FC Porto medite no que falhou e prepare a defesa dos seus atletas, em vez de recorrer à inútil vitimização que tem sido a arma favorita dos seus adversários.




Na hora certa, será preciso que não se cale e denuncie tudo aquilo que tem sucedido.

É isso, ó Rui!!!!!!!!!



A culpa é dos stewards, como foi dos judeus na 2ª Guerra Mundial!!!!!!!



Quem é que os mandou lá estarem????!!!!!!!????????



Se lá não estivessem é que era......................................



"Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade"

Joseph Goebbels, Ministro da propaganda de Adolf Hitler na Alemanha Nazi


Cheira a mofo


O chefe daquele clube ao qual foram retirados seis pontos num campeonato por aliciamento de árbitros, e que se encontra ele próprio a cumprir castigo de suspensão pelos mesmos motivos, meteu um dedo no nariz de José Maria Pedroto.

José Maria Pedroto foi, como todos sabemos, um exímio praticante de sueca que se dedicou também, com sucesso, ao insulto, à demagogia e àquela modalidade tão popular no clube que agora o homenageia: o jogo de bastidores.

Como sempre acontece para aquelas bandas, o protagonista da homenagem foi o Glorioso Benfica. Algo com que o próprio Pedroto rejubilaria.

São aguardadas para breve mais homenagens a outras figuras incontornáveis do sucesso da agremiação como Carlos "O Turista" Calheiros, António Garrido, Augusto Duarte ou Paulo Costa, homenagens essas adornadas com mensagens como a de ontem: "faremos DE TUDO para te oferecer este campeonato".

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Os reforços

Para já prometem.
Estive a ver o jogo de treino com o Fátima, atento aos três reforços de inverno.
O Éder Luís parece craque. Dos três é o que melhor impressão deixa. Joga com os dois pés, é tecnicamente evoluído, aparece no meio e em ambas faixas. Pode ser um substituto para Saviola mas também para Di Maria (na segunda parte do treino JJ puxou-o para o lado esquerdo do meio campo e continuou em alta rotação). Destaque também para o muito bom entrosamento com o resto da equipa quando acaba de chegar.
O Ayrton é um Javi mulato. A mesma compleição física, a mesma entrega, a mesma força, a mesma preocupação em jogar para a frente e com qualidade de passe.
O kardec foi, dos três, o que esteve menos em jogo. Começou bem com um remate ao poste mas depois foi-se apagando no meio da defesa super povoada do Fátima. É um jovem e tem muito para aprender mas nota-se-lhe garra e vontade. Parece bom a jogar com os pés (para a cabeça não chegaram muitas bolas) e a procurar espaços e combinações.
Três contratações cirúrgicas que podem ser opções nas ausências de Saviola, Javi e Cardozo.
Rui Coooooooooosta!!!!!!!!