...Que só existe a sul do Mondego.
Vasco Cabral, 28 anos, perdeu o olho esquerdo, na sequência dos disparos de balas de borracha efectuados pela PSP, durante os confrontos que antecederam o clássico de domingo.
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quarta-feira, 6 de abril de 2011
terça-feira, 5 de abril de 2011
A noção de Verdade
O treinador de uma certa equipa de futebol, justificou, para quem quis ouvir, a vitória no jogo e do campeonato pela moral que era dada aos jogadores decorrente das mentiras que sobre essa dita equipa eram ditas. Mais, referiu que o resultado poderia ter sido mais dilatado, dando como exemplo o lance em que o mergulhador-mor se isola ficando cara a cara com o Roberto. Muito Bom, aprendeu depressa que o importante não são as baboseiras que se dizem, mas sim a pose com que são ditas. O que o rapaz se esqueceu de dizer, ele e 99,99% da imprensa nacional, é que o dito jogador, no tal lance, habilidoso como é, ajeitou a bola com ambas as mãos. Afirmar este tipo de verdade, só para os cégos e os maus jornalistas.
O tal Fair Play...
Muitas vezes não escolhemos os nossos inimigos, são eles que nos escolhem a nós. Quando assim acontece não podemos virar a cara à luta e optar pela estratégia da indiferença.
O que teria acontecido em 1939 se o Winston Churchill tivesse usado a estratégia da indiferença perante o avanço nazi?
Há que entender a verdadeira dimensão do que está em jogo. Só assim poderemos defender-nos.
Pela segunda vez nos últimos 10 anos deixámos que o polvo se reorganizasse.
Um sonho corrupto tornado realidade.
Os corruptos não escondem a sua felicidade pelo que aconteceu a seguir ao jogo de ontem. Estão radiantes. Eles que sonham acordados com a grandeza do Benfica, e que tanto sofrem pela impossibilidade de a atingir, tiveram ontem um lampejo daquilo a que realmente aspiram: ser como nós. Não porque se tenham elevado à nossa grandeza, mas porque nós descemos ao nível deles.
Não é bem a mesma coisa, mas para eles chega: por um breve momento fomos (quase) iguais.
Caro Fernando, ao Benfica não caiu nenhuma máscara. Foi só um esgar. Uma careta. Não devias rir-te muito porque me parece que estás a brincar com o fogo. Eu, no teu lugar, rezava para que a face do Benfica não mude de vez e se transforme no monstro que vocês são porque, à nossa dimensão... imagina o tamanho do monstro...
Não é bem a mesma coisa, mas para eles chega: por um breve momento fomos (quase) iguais.
Caro Fernando, ao Benfica não caiu nenhuma máscara. Foi só um esgar. Uma careta. Não devias rir-te muito porque me parece que estás a brincar com o fogo. Eu, no teu lugar, rezava para que a face do Benfica não mude de vez e se transforme no monstro que vocês são porque, à nossa dimensão... imagina o tamanho do monstro...
segunda-feira, 4 de abril de 2011
"Apagaram-se as luzes e ficaram as trevas"
Os jornais chama-lhe ironia. A mim parece-me a melhor forma de descrever o estado a que o futebol português chegou. Tiros para o ar, pessoas barricadas dentro de casas, casas de clubes vandalizadas de norte a sul do país, autocarros apedrejados, cenários de estado de sítio nas cidades, escoltas policiais a lembrar o Afeganistão, cargas policiais sobre adeptos, jogadores que se recusam entrar em campo de mão dada com crianças que vestem camisolas rivais.
As luzes começaram a apagar-se uma semana antes da Páscoa de 2010, quando uma "juíza" decidiu absolver Pinto da Costa no caso Apito Dourado. Ficou assim legitimada a teia de tráfico de influências e corrupção em que o futebol português se transformou ao longo dos últimos 30 anos. A penumbra desceu um pouco mais quando Luís Filipe Vieira decidiu apoiar para a presidência da Liga de Clubes um ex-administrador do Clube Corrupto, conhecido por oferecer bilhetes "para a tribuna que são 25 contos cada um" às prostitutas com que António Araújo ajudava Pinto da Costa a comprar árbitros.
As trevas adensam-se quando, por fim, o "gerente da caixa" vem ao nosso estádio exibir os frutos que colheu neste deserto de justiça chamado Portugal. E quando nós resolvemos colaborar na orgia de violência em que conseguiram transformar o futebol português, para gáudio de uma imprensa sedenta do sangue que lhes tire os jornais das bancas.
Não nos esqueçamos, no entanto, que a época não acabou. Que não resta aos Benfiquistas outra alternativa que não seja resistir, sempre. Apoiar, sempre. Aprender com os erros e acreditar que a mentira não pode durar sempre. A nossa casa é a Luz.
As luzes começaram a apagar-se uma semana antes da Páscoa de 2010, quando uma "juíza" decidiu absolver Pinto da Costa no caso Apito Dourado. Ficou assim legitimada a teia de tráfico de influências e corrupção em que o futebol português se transformou ao longo dos últimos 30 anos. A penumbra desceu um pouco mais quando Luís Filipe Vieira decidiu apoiar para a presidência da Liga de Clubes um ex-administrador do Clube Corrupto, conhecido por oferecer bilhetes "para a tribuna que são 25 contos cada um" às prostitutas com que António Araújo ajudava Pinto da Costa a comprar árbitros.
As trevas adensam-se quando, por fim, o "gerente da caixa" vem ao nosso estádio exibir os frutos que colheu neste deserto de justiça chamado Portugal. E quando nós resolvemos colaborar na orgia de violência em que conseguiram transformar o futebol português, para gáudio de uma imprensa sedenta do sangue que lhes tire os jornais das bancas.
Não nos esqueçamos, no entanto, que a época não acabou. Que não resta aos Benfiquistas outra alternativa que não seja resistir, sempre. Apoiar, sempre. Aprender com os erros e acreditar que a mentira não pode durar sempre. A nossa casa é a Luz.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Amor com amor se paga
"Esclarecimento
O Sport Lisboa e Benfica face a algumas posições públicas assumidas nas últimas horas vem esclarecer que não quer alimentar nenhum tipo de polémica em relação ao jogo do próximo domingo, contra o FC Porto.
O Sport Lisboa e Benfica vai tratar com o respeito e o fair-play merecidos a instituição, os dirigentes e adeptos do FC Porto. Nesse sentido – e ao contrário do que sucede em outros campos - não vai omitir o nome do FC Porto, nem deixar de hastear a sua bandeira, como é próprio de instituições sérias e sem quaisquer tipo de complexos.
Em relação aos adeptos, e para informação dos mais distraídos, limita-se o Sport Lisboa e Benfica a aplicar – e dentro do quadro legal vigente – o princípio da reciprocidade. Os nossos sócios e adeptos nas deslocações ao Estádio do Dragão têm sido sistematicamente impedidos de entrar com bandeiras do Benfica ou quaisquer outro tipo de adereços, ao contrário do que sucede em todos os restantes estádios nacionais e estrangeiros.
Esta decisão foi devidamente ponderada e é irreversível, porque em questões morais – e dentro da legalidade – nunca se deve vacilar.
O futebol português dispensa a violência e a intolerância, mas também prescinde de “virgens ofendidas”."
O Sport Lisboa e Benfica face a algumas posições públicas assumidas nas últimas horas vem esclarecer que não quer alimentar nenhum tipo de polémica em relação ao jogo do próximo domingo, contra o FC Porto.
O Sport Lisboa e Benfica vai tratar com o respeito e o fair-play merecidos a instituição, os dirigentes e adeptos do FC Porto. Nesse sentido – e ao contrário do que sucede em outros campos - não vai omitir o nome do FC Porto, nem deixar de hastear a sua bandeira, como é próprio de instituições sérias e sem quaisquer tipo de complexos.
Em relação aos adeptos, e para informação dos mais distraídos, limita-se o Sport Lisboa e Benfica a aplicar – e dentro do quadro legal vigente – o princípio da reciprocidade. Os nossos sócios e adeptos nas deslocações ao Estádio do Dragão têm sido sistematicamente impedidos de entrar com bandeiras do Benfica ou quaisquer outro tipo de adereços, ao contrário do que sucede em todos os restantes estádios nacionais e estrangeiros.
Esta decisão foi devidamente ponderada e é irreversível, porque em questões morais – e dentro da legalidade – nunca se deve vacilar.
O futebol português dispensa a violência e a intolerância, mas também prescinde de “virgens ofendidas”."
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